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Iom HaAtzmaut - o dia da independência de Israel

 

(extraído do site do Ministério das Relações Exteriores de Israel: http://www.mfa.gov.il)

Iom Haatzmaut (o dia da independência de Israel) celebra anualmente, de acordo com o calendário hebraico, em 5 de Iyar, o aniversário do estabelecimento do Estado de Israel. Este ano, será comemorado na quarta-feira, 7 de maio. O dia anterior a esta celebração é dedicado à memória daqueles que deram suas vidas para a conquista da independência e a existência do país.

Em Yom Hazikaron, Dia da Lembrança, que começa na noite de segunda-feira, 5 de maio, toda a nação relembra sua dívida e expressa eterna gratidão a seus filhos e filhas que caíram. É um dia de angústia pessoal e coletiva combinada com respeito e honra aos mártires.

Número de soldados e pessoal de segurança que caíram desde a Guerra da Independência

19,914 

Número total de perdas (incluindo o período anterior a criação do Estado de Israel). Este número inclui veteranos incapacitados do Exército que posteriormente faleceram em função de suas deficiências e não-militares que caíram nas frentesa de batalha.

21,540 

Número de soldados assassinados desde o Dia da Lembrança do ano passado.

254 

 Com o estabelecimento do Estado de Israel em 1948, a independência judaica, perdida há dois mil anos foi restaurada. O Dia da Independência é a celebração da renovação do estado judaico na terra de Israel, a terra do povo judeu. Nesta terra, o povo judeu começou a desenvolver sua religião e cultura 4.000 anos atrás, e aí preservou uma indestrutível presença, por séculos como um estado soberano e, em outros tempos, sob dominação estrangeira. Através de sua longa história, o desejo de retorno a esta terra foi o foco da vida judaica.

Na noite do Dia da Independência 2003, o Escritório Central de Estatística anunciou que a população de Israel alcançou 6,7 milhões – mais de oito vezes o número existente em 1948, quando a população era de 806 mil. Desde Yom Haatzmaut de 2002, a população cresceu em 131 mil pessoas.

Três milhões de pessoas imigraram para Israel desde 1948, mais de um milhão delas desde 1990; 31 mil imigraram no último ano.

A população judaica de Israel é de aproximadamente 5,4 milhões (38% do total mundial); a população não judaica é de aproximadamente 1,3 milhões (82% muçulmanos, 9% cristãos e 9% druzos).

 

Declaração de Independência do Estado de Israel

Governo Provisório de Israel

Official Gazette: Número 1; Tel Aviv, 5 Iyar 5708, 14/5/1948. Página 1 

David Ben-Gurion lendo a declaração
David Ben-Gurion lendo a declaração (versão reduzida)

A terra de Israel é o local de origem do povo judeu. Aqui a sua identidade espiritual, política e religiosa foi moldada. Aqui eles primeiro atingiram a formação de um estado, criaram valores culturais de significância nacional e universal e deram ao mundo o eterno Livro dos Livros. Depois de serem forçosamente exilados de sua terra, o povo conservou consigo sua fé durante sua Dispersão e nunca deixou de rezar e sonhar com o retorno para sua terra e com a restauração, lá, de sua liberdade política.

Impelidos por sua ligação histórica e de tradições, judeus lutaram geração após geração para se reestabelecerem em sua antiga terra natal. Nas décadas recentes, eles voltaram em massa. Pioneiros, desafiadores refugiados e defensores, eles fizeram desertos florescerem, reavivaram a língua hebraica, construíram vilarejos e pequenas cidades, criaram uma próspera comunidade que controla a sua própria economia e cultura, adorando a paz mas sabendo como se defender, trazendo as bênçãos de progresso para todos os habitantes do país e aspirando a um estado independente.

No ano 5657 (1897), nas conferências do pai espiritual do Estado Judeu, Theodore Herzl, o Primeiro Congresso Sionista delineou e proclamou o direito de o povo judeu fazer renascer o seu próprio país.

Este direito foi reconhecido na Declaração Balfour de 2 de novembro de 1917 e reafirmado no Mandato da Liga das Nações que, em particular, deu sanção internacional para a conexão histórica entre o povo judeu e Eretz-Israel e o direito de o povo judeu reconstruir o seu Lar Nacional.

A catástrofe que recentemente caiu sobre o povo judeu - o massacre de milhões de judeus na Europa - foi outra demonstração clara da urgência de resolver o problema da falta de um lar através do reestabelecimento em Eretz-Israel do Estado Judeu, que abriria bem os portões da terra natal para todo judeu e conferiria ao povo judeu o status de membro privilegiado na comunidade de nações.

Sobreviventes do holocausto nazista na Europa, assim como os judeus do resto do mundo, continuaram a migrar para Eretz-Israel, apesar das dificuldades, restrições e perigos e nunca deixaram de assegurar o seu direito a uma vida de dignidade, liberdade e trabalho honesto em seu lar nacional.

Na Segunda Guerra Mundial, a comunidade judaica deste país contribuiu por completo com as nações que amam a paz e a liberdade contra as forças da tirania nazista e, com o sangue de seus soldados e seus esforços de guerra, ganhou o direito de ser reconhecida entre os povos que fundaram as Nações Unidas.

No dia 29 de novembro de 1947, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução do estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz-Israel; a Assembléia Geral requereu aos habitantes de Eretz-Israel tomarem as medidas necessárias para a implementação desta resolução. Este reconhecimento das Nações Unidas pelo direito de o povo judeu estabelecer o seu Estado é irrevogável.

Este é o direito natural de o povo judeu ser mestre de seu próprio destino, como todas as outras nações, em seu próprio Estado soberano.

De acordo, nós, membros do Conselho do Povo, representantes da Comunidade Judaica de Eretz-Israel e do Movimento Sionista, estamos aqui reunidos no dia de término do Mandato Britânico sobre Eretz-Israel e, por virtude de nossos direitos naturais e históricos e pela força da resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas, aqui declaramos o estabelecimento do estado judeu em Eretz-Israel, a ser conhecido como Estado de Israel.

Declaramos que, vigorando a partir do término do Mandato a esta noite, véspera de Shabat, 6 de Iyar de 5708 (15 de maio de 1948), até o estabelecimento das autoridades eleitas, regulares do Estado em acordo com a Constituição que será adotada pela Assembléia Constituinte Eleita no mais tardar em 1o. de outubro de 1948, o Conselho do Povo atuará como Conselho Provisório do Estado, e seu órgão executivo, a Administração do Povo, será o Governo Provisório do Estado Judeu, a ser chamado "Israel."

O Estado de Israel será aberto para imigração judaica e para a o recebimento de exilados; patrocinará o desenvolvimento do país para o benefício de todos os seus habitantes; será baseado na liberdade, justiça e paz como imaginado pelos profetas de Israel; garantirá liberdade de religião, consciência, língua, educação e cultura; respeitará os lugares sagrados de todas as religiões; e será fiel aos princípios da Ata das Nações Unidas.

O Estado de Israel está preparado para cooperar com agências e representantes das Nações Unidas a implementar a resolução da Assembléia Geral de 29 de novembro de 1947 e tomará as medidas necessárias para trazer a unidade econômica de toda Eretz-Israel.

Nós fazemos um apelo às Nações Unidas para assistir o povo judeu a construir o seu Estado e para receber o Estado de Israel na comunidade das nações.

Nós fazemos um apelo - em meio ao duro ataque lançado contra nós há meses - aos habitantes árabes do Estado de Israel para manter a paz e participar da construção do Estado na base de igual e completa cidadania e através de representação em todas as suas instituições provisórias e permanentes.

Nós estendemos nossa mão a todos os estados vizinhos e seus povos numa oferta de paz e boa vizinhança, e apelamos a eles para o estabelecimento de laços de cooperação e ajuda mútua com o soberano povo judeu, estabelecido em sua própria terra. O Estado de Israel está preparado para fazer a sua parte em um esforço comum para o desenvolvimento de todo o Oriente Médio.

Nós apelamos ao povo judeu em toda a Diáspora para ajudar os judeus de Eretz-Israel nas tarefas de imigração e construção e de os apoiarem na grande luta de realização do antigo sonho - a redenção de Israel.

Colocando nossa confiança no Misericordioso, nós afixamos nossas assinaturas a esta proclamação nesta sessão do Conselho de Estado, no solo da Terra Natal, na cidade de Tel-Aviv, nesta véspera de Shabbath, em 5 de Iyar de 5708 (14 de maio de 1948).

David Ben-Gurion

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