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O Homem é uma Árvore

A Torá compara uma pessoa a uma árvore. Raízes, galhos, folhas. Qual a conexão?

"A Torá é uma árvore da vida para todos que a agarrarem."(Provérbios 3:18)

Você deve lembrar da Escola Judaica... uma vez por ano você devia ganhar uvas, tâmaras e ainda aquela fruta dura e marrom, parecida com o cacau). E também você recolhia dinheiro para plantar árvores em Israel. Assim era Tu BiShvat!

É claro que há um significado mais profundo por trás deste dia sagrado, além da visão do Judaísmo de um jovem de 13 anos!

NAS FONTES

A fonte para Tu BiShvat é frase de abertura do Tratado Talmúdico de Rosh Hashaná: "A Academia de Hillel ensinava que o dia 15 de Shvat é o Ano Novo das Árvores."

O que isso significa? "Ano Novo para as Árvores"? Será que todos os cedros e pinheiros se reunem, fazem resoluções por um ano melhor, e molham maçãs no mel?!

É claro que não! Tu BiShvat é técnicamente o dia em que as árvores param de absorver água do solo, e passar a se nutrir de sua própria energia. Na Lei Judaica, isso significa que uma fruta que tenha florescido antes do dia 15 de Shvat não poderia ter sido usada como oferenda por uma fruta que floresceu após esta data.

Então, que relevância isto tem para nós no século 21? (Oferendas somente eram feitas no período dos Templos)

Em vários lugares, a Torá compara uma pessoa a uma árvore:

- "Uma pessoa é como uma árvore de um campo..." (Deut. 20:19)

- "Pois os dias de uma árvore deverão ser os dias do meu povo." (Isaías 65:22)

- "Ele será como uma árvore plantada perto da água..." (Jeremias 17:8)

Por que a comparação?

Uma árvore precisa de quatro elementos básicos para sobreviver -- solo, água, ar e fogo (sol). Seres humanos também precisam dos mesmos quatro elementos. Vamos examiná-los, um de cada vez:

SOLO

Uma árvore precisa ser plantada firmemente na terra. O solo não é somente a única fonte pela qual os nutrientes são absorvidos, mas também dá espaço para as raízes crescerem.

Isso é verdade também para uma pessoa. O Talmud explica:

"Uma pessoa cuja sabedoria excede suas boas ações é semelhante a uma árvore cujos galhos são numerosos, mas cujas raízes são poucas. O vento vêm e a erradica do solo, virando-a de ponta cabeça.
Mas a pessoa cujas boas ações excedem sua sabedoria é semelhante a uma árvore cujos galhos são poucos, mas as raízes são numerosas. Ainda que os piores ventos do mundo viessem contra ela, eles não poderiam movê-la do lugar." (Avot 3:22)

Uma pessoa pode parecer bem sucedida externamente, "cheia de galhos" e um carro de luxo. "Mas se as raízes são poucas" -- se há pouca conexão com sua comunidade e herança cultural -- então a vida pode mandar desafios impossíveis de transpassar. "Um vento forte pode virá-la de ponta cabeça." Uma pessoa sozinha é vulnerável a tendências e manias que podem guiá-la para o desespero e destruição.

Mas se uma pessoa -- independente de sua riqueza ou status -- pe ligada a sua comunidade e à sua herança cultural, então "mesmo que os piores ventos do mundo viessem contra ela, eles não poderiam movê-la do lugar."

Os seres humanos precisam de uma casa sólida e forte, na qual a moral e os valores são absorvidos, e que ofereça um ambiente de suporte e crescimento. Num mundo repleto de negatividade; precisamos de um "filtro", um porto seguro para retornarmos e nos refrescarmos. Uma comunidade provê uma campo impenetrável - o "solo" onde podemos ser nós mesmos, cometer nossos erros, e ainda sermos aceitos, amados e nutridos.

ÁGUA

A água da chuva é absorvida pelo solo e -- através de uma elaborado sistema de raízes -- é carregada pelo tronco, galhos e folhas da árvore. Sem água, a árvore acabará morrendo.

A Torá é compara à água, como proclama Moisés: "Que meus ensinamentos caiam como a chuva" (Deut. 32:2). Ambas a chuva e a Torá caem dos céus e provêem alívio para os sedentos e ressecados. A Torá flui de D'us e tem sido absorvida pelos judeus em cada geração. A Torá dá Torah gives gosto e vitalidade para o espírito humano. Uma vida baseada na Torá florescerá com sabedoria e bondade.

Privada de água, uma pessoa ficará desidratada e, em última instância, desorientada, até o ponto em que não será mais capaz de reconhecer seu próprio pai. Assim também, sem a Torá, uma pessoa ficará desorientada - até o ponto de não reconhecer mais seu Pai no Céu, o Todo-Poderoso D'us de Israel.

AR

Uma árvore necessita de ar para sobrevier. O ar contém oxigênio, que a árvore precisa para respirar, e dióxido de carbono para a fotossíntese. Numa atmosfera desbalanceada, a árvore iria sufocar e morrer.

A Torá (Genesis 2:7) nos diz que "D'us soprou a vida na forma do Homem." A palavra hebraica para "sopro" -- nesheema -- é a mesma que a palavra para "alma" -- neshama. Nossa força de vida espiritual vem, metaforicamente, por meio do ar e da respiração.

Usamos nossos sentidos de paladar, tato e visão para perceber a matéria física. (Até a audição involve a percepção de ondas sonoras). Mas o olfato é o mais espiritual dos sentidos, uma vez que a menor matéria física é envolvida. Como o Talmud diz (Brachot 43b): "O cheiro é algo do que a alma se beneficia, mas o corpo não."

No Templo Sagrado, a oferenda de incenso (sentido de olfato) era exclusiva para o evento único no ano de Iom Kipur, oferecida no Santo dos Santos (Kodesh HaKodashim). O Talmud (Sanhedrin 93a) também diz que quando o Messias vier, ele irá "cheirar e julgar" -- isto é, ele usará sua sensibilidade espiritual para determinar a verdade nos assuntos mais complexos..

FOGO

Uma árvore também precisa de fogo -- luz do sol -- para sobreviver. A absorção da energia da luz ativa o processo de fotossíntese, uma reação química essencial para o crescimento e saúde da árvore.

Seres humanos também precisam de fogo -- calor -- para sobtevire. Este é o calor da amizade e da comunidade. As pessoas absorvem a energia de seus pares, amigos, família, vizinhos e parceiros -- e canalizam isso em sua identidade e ações. Todas as observâncias essencias e cerimônias do Judaísmo são baseadas na família e na comunidade -- da celebração do nascimento, passando pelo alcance da maturidade, casamento, educação e até mesmo a morte.

O poder da comunidade é ilustrado na seguinte história do Talmud:

Um homem idoso estava plantando uma árvore. Um jovem passa e pergunta, "O que você está plantando?"

"Uma árvore de alfarroba", responde o velho homem.

"Ora seu tolo," disse o jovem. "Você não sabe que levam 70 anos para uma árvore de alfarrobas dar frutos?"

"Não há problema," disse o velho homem. "Assim como outros plantaram para mim, eu planto para as futuras gerações."

TEMPO DE CRESCER

Este ano, em Tu BiShvat, enquanto vocês estiver mordiscando aquela fatia de alfarroba, pergunte-se:

- Estou tendo a alimentação e abrigo espirituais, ou minha árvore está sendo derrubada pelas forças da sobrecarga de informação e pelo materialismo crescente?

- Sou parte de uma comunidade judaica forte, provendo um ambiente caloroso e nutritivo? Ou estou imerso no cálido e pálido anomimato da vida urbana e ciberespaço?

- Estou olhando pelas futuras gerações, sabendo que estou provendo-as com as fundações próprias para suas vidas?

Rabbi Shraga Simmons

 

A História do Reflorestamento de Israel

  Nos tempos antigos, a Terra de Israel era coberta por florestas. Durante os anos nos quais os Judeus estiveram em exílio, as florestas foram destruídas pelos novos habitantes da terra, e o solo se tornou amarelado e desértico.

Apenas no fim do século XIX, com os primeiros passos do Sionismo moderno, os Judeus começaram a voltar para a terra de seus antepassados.

Os representantes do movimento sionista consideraram o reflorestamento uma obrigação sagrada, o símbolo da chegada de uma era de renovação. Sem se importar com os esforços necessários para isto, os entusiastas limparam montanhas de pedras e plantaram florestas. Nos pântanos infestados de mosquitos, plantaram árvores de eucalipto. A primeira cerimônia de Tu BiShvat, com o plantio de árvores, foi celebrada pelos habitantes do Moshav Iessod HaMa'alá, na Galiléia, em 1884. Neste dia, centenas de novas árvores foram plantadas.



Em 1908, a União dos Professores declarou Tu BiShvat o dia do plantio de árvores. A cidade de Tel Aviv não havia ainda sido fundada, e os estudantes das escolas judaicas da Iafo plantaram árvores nos lotes agrícolas do colégio, em Mikve Israel, perto de Iafo. Em 1913, mil e quinhentos alunos das escolas judaicas de Jerusalém foram para o assentamento de Motza, próximo à entrada da cidade, onde cumpriram o preceito de plantar árvores. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), a população judaica do país vivia em constante perigo. Os habitantes de Tel Aviv evacuaram a cidade, e a tradição de plantar árvores foi interrompida, para ser reiniciada apenas durante o Mandato Britânico - e desde então mantem-se ininterruptamente.

Desde o estabelecimento do Estado de Israel, a responsabilidade por todo o reflorestamento foi transferida para o Keren Kaiemet LeIsrael (Fundo Nacional Judaico), e milhares de dunams de florestas foram plantados. O KKL é a maior fundação do movimento sionista, e foi responsável por comprar terra na Terra de Israel para o assentamento e reflorestamento desde 1905.

Em Tu BiShvat de 1949, Jerusalém foi cercada pela "Floresta dos Defensores", em memória aos caídos na Guerra da Independência. A primeira árvore desta floresta foi plantada pelo primeiro ministro David Ben Gurion. Este dia também marcou o início da primeira sessão do Knesset, que celebra seu próprio aniversário em Tu BiShvat.

Tempo de Comer Frutas


 
  Em Tu BiShvat é costume:
 
  • Comer frutas na terra de Israel
     
  • Comer uma nova fruta, para que seja feita a benção shehecheianu

  • Um Único Ano Novo
    Por que temos uma celebração especial para o Ano Novo das Árvores, enquanto dias similares, como o 1o de Elul (Ano Novo dos Animais) e 1o de Nissan (Ano Novo para Reinados e Festas) não possuem nenhuma forma de celebração, e praticamente desapareceram do calendário judaico?

    Os rabinos têm uma resposta simples: O dia 15 de Shvat é dedicado ao louvor à Terra de Israel. O dia é de alegria pois a terra começa a trazer o período de colheita, a produzir frutos e a exibir seu esplendor.

    Frutas Simbolizam Benção
    A Terra de Israel é particularmente reconhecida na Bíblia por ser uma boa terra devido a suas frutas e árvores:

    "Pois o Senhor seu D'us está lhes trazendo para uma terra boa, uma terra de rios e fontes... uma terra de trigo e cevada, e vinhas e figueiras eromãs... uma terra coberta de oliveiras e mel." (Deuteronômio 8:7-8)

    Portanto a terra de Israel é abençoada por ter cinco frutas e dois grãos. Quando o povo de Israel come elas e sentem seu gosto, dizem bençãos especiais, agradecendo a D'us pela boa terra que Ele lhes deu.

    A Árvore É Como os Homens?

    Numa das leis de D'us, o povo de Israel recebe a ordem de não destruir
    árvores frutíferas durante as guerras, pois "São as árvores dos campos como um homem, que deve ser sitiado? " (Deuteronômio 20:19).

    Os rabinos viram nesta questão retórica um elo profundo entre a humanidade e as árvores. Eles escreveram que, assim como as árvores são julgadas em Tu BiShvat, há um certo elemento de julgamento das pessoas nesta ocasião. Isto traz uma outra dimensão à festa, de alegria, já que, tradicionalmente, o Povo Judeu sempre admirou a noção de Justiça, e sempre teve fé na justiça de D'us.

    ndo Estivermos Comendo as Frutas

    Algumas pessoas comem sete frutas (pelas sete espécies), outras quinze (por ser dia 15 de Shvat). Algumas comem as frutas como parte de uma refeição festiva, outros as comem separadamente. Há os que comem as sete espécies especificamente, e há os que comem frutas típicas de Israel. As frutas devem ser comidas frescas (para que possam ser abençoadas), mas podem também ser comidas assadas, secas ou açucaradas.

    Algumas dicas:

    - Mesmo que a benção sobre o pão tenha sido dita ao início da refeição, deve ser feita a benção especial para as frutas: "... boré pri ha'etz" (Abençoado sejas Tu, Senhor e Rei do Universo, que cria os frutos das árvores).

    - Se muitas frutas estão dispostas na mesa, a benção deve ser feita sobre a mais importante, sendo válida assim para todas as outras.

    - Se frutas da Terra de Israel estão entre os frutos (azeitonas, tâmaras, uvas, figos ou romãs), estas devem ser comidas antes, em ordem de prioridade. Alguns Judeus Sefaradim comem antes comidas feiras de duas espécies de grãos antes dos frutos da Terra.

    - Uma fruta nova deve ser comida, se possível, para que seja feita a benção "... shehecheianu, vekiemanu, vehiguianu lazman hazé." (Abençoado sejas Tu, Senhor, Rei do Universo, que nos manteve vivos, nos sustentou e nos trouxe até este dia de hoje.), após a benção da fruta.

    O Ano Novo das Árvores

    Na época em que os judeus ainda estavam peregrinando pelo deserto, D'us lhes ordenou: "E quando entrardes na terra, plantareis toda espécie de árvores" (Levítico 19:23). No primeiro dos Salmos, encontra-se a seguinte afirmação: "Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor. é como a árvore plantada à beira das águas correntes: dá o fruto no tempo certo e sua folhagem não murchará jamais." Em outra oportunidade, encontramos a advertência bíblica: "Quando conquistares uma cidade, não derrubarás suas árvores" (Deuteronômio 20:19). O Midrash, por sua vez, proíbe-nos até de habitar uma cidade que não tenha jardins e árvores. Nossa sagrada Torá é chamada de Etz Chaim, "árvore da Vida."

    Em vista de tão arraigado amor e respeito pelas árvores como parte da Criação Divina, não é de se estranhar que a tradição judaica tenha designado um dia especial, 15 de Shvat (segunda-feira próxima), como Rosh Hashaná La'ilanot, o Ano Novo das árvores. Dizem os mestres que, nesse dia, as árvores são julgadas e seu destino é determinado: quais viverão e quais morrerão; quais florescerão e quais murcharão; quais serão destruídas pelos vendavais e quais resistirão a todas as tempestades.

    Durante muito tempo, havia opiniões divergentes entre os sábios quanto à data em que se deveria celebrar o Ano Novo das árvores. Nas planícies de Israel, as amendoeiras já começavam a despertar do sono hibernal nos primeiros dias de Shvat, enquanto nas colinas da Judéia, onde a temperatura é mais baixa, as amendoeiras só começavam a produzir novas folhas e flores nos meados do mês. Finalmente, a Mishná fixou o dia 15 de Shvat como a data da comemoração. Daí o nome Tu BiShvat: a sigla tu, composta das letras tet (9) e vav (6), tem o valor numérico de 15.

    Tu BiShvat e os ciclos da natureza nos ensinam uma lição importante. Mesmo entre árvores da mesma espécie, nem todas desabrocham ao mesmo tempo. Cada uma tem seu ritmo. Depende do estágio de desenvolvimento individual e das condições do meio ambiente.

    Assim também somos nós seres humanos. Cada um desabrocha em um momento diferente da vida. Principalmente quando o assunto é felicidade. Cada indivíduo requer uma certa "temperatura externa" e "condições ambientais" específicas para despertarem seu potencial de realização pessoal. Mas nada disso adiantará se não regarmos nossas árvores com muito amor, dedicação e empenho. Somente assim, seremos capazes de suportar as mais fortes tempestades. que a vida nos proporciona. é tudo uma questão de atitude!

    O Seder de Tu BiShvat

    O Seder de Tu BiShvat, modelado de acordo com o Seder de Pessach, é um costume antigo que foi reincorporado nos tempos recentes. Baseado em interpretações cabalísticas, este Seder leva seus participantes por distintas dimensões físicas e metafísicas. Come-se frutas, bençãos são recitadas e contos sobre as árvores e a natureza são contados.

    Quatro taças de vinho são tomadas, uma mais vermelha que a outra, simbolizando as mudanças de padrão das flores em Israel ao longo do ano. Frutas da terra são comidas durante a refeição, cada uma simbolizando uma metáfora das quatro camadas metafísicas da existência, relacionando a natureza humana e a personalidade coletiva do Povo de Israel.

    Introdução

    Shvat, o décimo primeiro mês do calendário judaico, contando a partir de Nissan, costuma cair entre Janeiro e Fevereiro do calendário comum. Apesar de
    muitas partes do mundo ainda estarem cobertas de neve, durante Shvat a parte mais pesada do inverno vai cedendo lugar para o início da primavera. Isto é claramente visto em Israel, onde as árvores começam a florescer nesta época.

    Crescimento e Renovação

    O dia de Tu BiShvat - o Ano Novo das árvores - representa mais do que um simples dia da árvore. As árvores têm uma importância além de sua beleza e utilidade. Elas significam o crescimento, renovação e continuidade da vida. E nos tempos antigos, o Ano Novo das árvores era uma data importante no calendário judaico, que dizia respeito a estrutura social da sociedade.

    Relação com a Terra

    A festa de Tu BiShvat é uma das ocasiões em que reafirmamos a conexão entre o Povo de Israel e a Terra de Israel. Este é um dos princípais temas do dia, simbolizado pelas profundas raízes de uma árvore. Este chag também diz respeito ao cultivo da terra (e alguns preceitos religiosos associados a isto) e à apreciação das dádivas da natureza. é sobre a contemplação das raízes de tudo. Ao longo dos anos, diversos costumes passaram a fazer parte desta festa.

    Fontes da Festa
    A primeira menção a este Ano Novo das árvores aparece no Talmud (Rosh Hashaná
    1:1). Nos antigos manuscritos da Mishná encontra-se a mishná:

    Há quatro dias de Anos Novos:

     

  • Primeiro de Nissan: o Ano Novo dos Reis e das festas
     
  • Primeiro de Elul: o Ano Novo para os animais
     
  • Primeiro de Tishrei: o Ano Novo para a contagem dos anos, para o ano sabático, para o Jubileu e para as plantações
     
  • Primeiro de Shvat: o Ano Novo das árvores, segundo os discípulos de
    Shamai. Os discípulos de Hilel dizem que é no 15o dia de Shvat (e esta data que é respeitada hoje em dia).

    Ano novo na Torá é a época em que ocorre o julgamento divino, portanto em cada uma destas datas diferentes aspectos da Criação são julgados.

    Hilel e Shamai e a Determinação da Data

    Como percebe-se de seu nome Tu BiShvat cai no dia 15 de Shvat ('Tu' é formado pelas letrar tet e vav, que equivalem ao número 15). Como o festival não está prescrito nas Escrituras, apenas no período da Mishná que houve uma discussão sobre quando estabelecer este Ano Novo. A discussão sobre Tu BiShvat foi liderada por Hilel e Shamai, que lideraram duas escolas de pensamento na comunidade acadêmica judaica no primeiro século da era comum. Para fixar o aniversário de uma árvore, os rabinos usavam a data que as árvores param de absorver água do solo e passam a se nutrir de sua própria seiva. Era natural que Shamai escolheria uma data anterior a Hilel, já que ele e seus discípulos viviam na planície costeira, e no Vale de Sharon, onde as flores floresciam antes que nas montanhas, onde Hilel, e a maioria do povo, viviam. Por isto o ponto de vista de Hilel prevalesceu.


    Hoje em dia é costume o plantio de árvores por toda a terra de Israel,
    num trabalho coordenado pelo Keren Kaiemet LeIsrael.
  • Árvores em Israel

    Milhares de Espécies

    Não é necessário ser nenhum expert em botânica para apreciar a vasta variedade da flora em Eretz Israel. Há cerca de 3000 diferentes espécies de plantas em Israel, das quais cerca de 150 são exclusivas desta terra. E tudo isso numa estreita faixa de terra com não mais que 70km. O que justifica toda esta variedade de plantas em Israel?

    Encontro de Continentes

    A Terra de Israel fica na junção de três continentes - Europa, Ásia e África. Esta localização geográfica justifica tamanha variedade da flora israelense. Plantas de diferentes locais do mundo podem ser encontradas em Israel, desde a América até a Sibéria.

    Devido a variedade climática de Israel, incluindo climas desértico, subtropical e mediterrâneo, plantas de diversas regiões do mundo podem se adaptar facilmente a este habitat. É interessante notar que algumas frutas consideradas típicas da região ficaram conhecidas como cartão de visita do país, como as laranjas de Iafo, trazida para Israel pelos chineses, no século XVI. Entre as árvores, o eucalipto e a casuarina vieram da Índia.

    Árvores Antigas

    Apesar das descrições bíblicas de densas florestas na Terra de Israel deixam muito a imaginar, a presença de árvores altas que sobreviveram à devastação são testemunhas de um período muito antigo no qual a terra era realmente florestada. Seguramente a região norte do país já foi totalmente coberta por árvores, algumas das quais têm hoje centenas de anos, troncos massivos e copas enormes.

    Árvores Bíblicas

    Palmeiras (alon) e terubins (elá) estão entre as árvores mais comumente mencionadas na Bíblia nas passagens de eventos históricos. Outras incluem as tamareiras ("... e Avraham plantou uma tamareira em Beer Sheva..."), e outras.