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l a g  b a o m e r   

Lag ba-ômer acontece no trigésimo terceiro dia da contagem do Ômer (dia 18 de Iaar). Seu nome vem do valor numérico das letras L(30) e G(3), 33 do Ômer - LaG do Ômer. É um festival menor celebrado com picnics e encontros ao ar livre em torno de fogueiras. Há também o costume de crianças brincarem com arco e flecha.

O período de 7 semanas que se conta entre o segundo Seder de Pessach e Shavout é conhecido como Sefirat Haomer (contagem do Omer).

Omer é uma medida bíblica que determinava a quantidade de cevada recém colhida oferecida no Templo de Jerusalém.

Em 130 d.c., quando Adriano era imperador de Roma, os romanos atacaram os judeus e os proibiram de praticar a religião judaica. A Palestina ficou sob o domínio romano.

A explicação mais frequente para a festividade é de que uma peste que vitimou estudantes de Rabi Akiva terminou ou foi suspensa nesta data. As origens da festa não são claras... alguns atribuem a estratégia dos discípulos de Rabi Akiva, que se dissimulavam de caçadores perante os soldados romanos. Faziam isto para poder, ocultos em bosques, estudar a Torá, atividade esta proibida no período de Adriano sob pena capital.

No Talmud, um comentarista afirmou que com um único ômer (medida específica do grão) de cevada levada ao altar do templo em oferenda simbólica, o povo todo de Israel estava retribuindo, simbolicamente, a D'us pelo miraculoso ômer de maná que os israelitas comiam no deserto salvando-se da morte pela fome após o Êxodo.

LaG Ba-Ômer está associado também à chilula de Rabi Shimon Bar-Iochai, o famoso místico e pai da tradição Cabalística, tradicionalmente apontado como autor do Zohar. Nesta data milhares de pessoas acorrem ao Monte Meron próximo a Safed na Galiléia e celebram com o fogueiras e danças. Pais trazem seus filhos que completaram três anos de idade para que cortem seus cabelos pela primeira vez, deixando as conhecidas extremidades conhecidas como pehot. Esta cerimônia é conhecida como halaka ("cortar cabelo" em árabe). Para os cabalistas os arcos dados às crianças denotam o arco-íris que anuncia a chegada de novos tempos.

Outra explicação dita que, durante este reinado de Adriano, surge Rabi Akiva, líder espiritual do povo judeu. Ele ensinava Torá para vários discípulos e com essa proibição passou a ensiná-los clandestinamente na floresta. Para driblar a vigilância dos soldados de Roma, eles levavam arco e flecha para fingir que eram caçadores. Também usavam a fogueira como um forte aliado: alguém ficava no topo de uma montanha para avisar, com a fumaça da fogueira, a aproximação de romanos.

Um dos discípulos de Rabi Akiva, Bach Cochva se tornou líder guerreiro do povo judeu. Ele organizou um exército de resistência para se libertarem do domínio romano. Mesmo com poucos guerreiros e armados de arco e flecha, conseguiram vitória sobre as forças romanas obrigando o imperador a enviar uma legião de Roma para acabar com a resistência dos judeus. O tempo foi passando e a luta continuava. Durante meses os estudos e os trabalhos foram abandonados.

Havia muita gente morrendo, passando fome e doente. Todos estavam muito tristes. Então chegou Pessach e a luta era cada vez mais difícil. Quem poderia pensar agora nos dias alegres de Sefirat Haomer?

Começou então o pior, uma grave doença foi passado de um dado pra outro, e começaram a morrer. Mas no 33o dia de Sefirat Haomer, aquela doença parou e nenhum soldado morreu.

Desde então, os judeus resolveram que esse dia seria sempre muito alegre por causa do grande milagre que D'us fizera.

O período de Sefirat Haomer é triste para os judeus, pois relembra acontecimentos infelizes durante as cruzadas. Entretanto no 33o dia de contagem, as tristezas são abstraídas e comemora-se o Lag B'Omer.